Original: José
Roberto Domingues
Muitas vezes me pego a pensar
Nas
muralhas da minha vida que começaram a crescer
Torno
e volto a relutar para que não cresçam e nem fiquem perturbando, pois cada
tijolo colocado no muro é uma lagrima que esboço do meu rosto e caem sem que
ninguém a veja dentro de mim.
A
vida é assim, um vendaval
de relíquias amontoadas la no meu jardim, muitas vezes pergunto o que hei de
fazer senão transfigurar nas emoções para que cada ser que ali evada, sinta o
meu choro e
não
a minha dor!
Às vezes tenho até vontade de me expor mas
depois a vergonha me evadi e eu fico a pensar na minha dor
Aquela
dor que você não para de sentir, porque toda vez é ela quem me faz refletir na
imensa força que você precisa ter para não mais chorar um choro que molha só e dentro
de você.

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